Estatísticas · Jogos Olímpicos · Todos os posts

Jogos Olímpicos: reclassificando a classificação

Amigos do Basquetebol

Em um campeonato onde todos se enfrentam a coerência entre a produtividade e a classificação final, mas mesmo assim ainda podem ocorrer discrepâncias.

Utilizando as estatísticas oficiais dos Jogos Olímpicos este post mostra uma outra forma de classificação do basquetebol nesses Jogos. Sendo um torneio disputado em duas fases distintas: grupos e mata mata, nem sempre as equipes com maior produtividade alcançam um resultado condizente com seu desempenho. Um jogo mal jogado ou uma bola fortuita pode levar uma equipe com ótimo desempenho a uma desclassificação.

Evidentemente que isto é apenas uma “brincadeira com os números” e não altera em nada a realidade, mas vale pela curiosidade.

A metodologia utilizada foi a seguinte: as equipes foram classificadas de acordo com sua produtividade em cada um dos indicadores de jogos contemplados pelas estatísticas oficiais. Ao final foi feita uma média da classificação em cada um dos indicadores. Esclarecendo que quanto menor a média melhor a classificação baseada nos indicadores de jogo. Essa média pode ser comparada à classificação final real da equipe.

Os indicadores classificados foram os seguintes:

Pontos a Favor (PF); Pontos Contra (PC); % de arremessos de campo (%FG); % dos arremessos de 2 (%2); % dos arremessos de 3 (%3); @ de lances-livres (%LL); Rebotes (RB); Assistências (AS); Bolas Perdidas (BP) e Bolas Recuperadas (BR). RC – é a reclassificação, M a média de classificação dos indicadores e CL a classificação real.

Masculino

MASC Cl PF PC % FG 2% 3% % LL RB AS BP BR M RC
EUA 1 1 5 3 5 1 7 1 2 2 1 2,8 1
SRV 2 5 4 4 4 9 2 8 3 7 3 4,9 5
ESP 3 3 1 6 7 2 8 5 5 1 5 4,3 3
AUS 4 4 2 2 1 8 4 6 1 4 8 4 2
CRO 5 8 7 7 6 6 3 2 8 9 11 6,7 6
FRA 6 7 3 1 2 4 1 7 4 8 9 4,6 4
LIT 7 10 8 5 3 7 9 10 7 10 10 7,9 9
ARG 8 2 11 11 11 5 12 2 11 6 2 7,3 8
BRA 9 6 6 9 8 10 10 2 6 3 7 6,7 6
VEN 10 12 10 12 12 12 5 11 10 5 4 9,3 11
NIG 11 9 9 8 9 3 6 9 9 11 12 8,5 10
CHN 12 11 12 10 10 11 11 12 12 12 5 10,6 12

Como se pode verificar, pelo quadro acima, os medalhistas seriam Estados Unidos, Austrália e Espanha. Mesmo com esse critério, infelizmente, o Brasil não estaria entre os medalhistas e ocuparia a 6a. colocação ao lado da Croácia e os piores continuariam nas 3 últimas posições alterando-se somente a posição de Venezuela e Nigéria.

Feminino

FEM Clas PF PC % FG 2% 3% % LL RB AS BP BR M RC
EUA 1 1 2 1 1 1 7 1 1 6 2 2,3 1
ESP 2 5 3 6 6 11 6 2 3 4 10 5,6 4
SRV 3 6 8 8 9 9 5 10 7 3 1 6,6 6
FRA 4 8 6 7 8 6 11 4 3 10 3 6,6 6
AUS 5 2 5 2 2 5 4 5 2 7 8 4,2 2
TUR 6 11 1 10 12 7 9 8 11 1 6 7,6 8
CAN 7 9 4 11 11 10 10 6 6 9 4 8 10
JAP 8 3 10 4 4 4 1 7 3 1 7 4,4 3
BLR 9 7 7 3 3 3 2 12 7 8 11 6,3 5
CHN 10 4 11 5 7 2 12 9 9 5 12 7,6 8
BRA 11 10 9 9 5 12 8 3 10 11 5 8,2 11
SEN 12 12 12 12 10 8 3 11 12 12 9 10,1 12

No feminino as mudanças nas primeiras colocações seriam mais acentuadas com a Austrália ocupando a segunda colocação e o Japão a terceira. Mesmo com esses critérios de classificação, o Brasil continuaria ocupando a 11a colocação, atestando o baixo rendimento da equipe no torneio.

Como frisei no inicio, está é somente uma brincadeira estatística mas que atesta, muitas vezes, a injustiça que um sistema mata mata pode trazer. Neste aspecto o caso mais marcante foi a Austrália no feminino que fez uma campanha brilhante na fase de classificação e que em uma noite infeliz, perdendo da Sérvia por dois pontos viu sua condição de grande favorita a uma medalha transformar-se em um frustrante 5o. lugar.

Fonte de pesquisa: relatório oficial das estatísticas dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Anúncios