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A escolha do novo técnico

Amigos do Basquetebol

Recentemente a CBB anunciou o novo técnico da seleção adulta masculina.

E toda a vez que se faz uma escolha há discussão, polêmica, contradições, etc..

Cesar Guidetti foi o escolhido juntamente com o Bruno Savignani de Brasília. O trabalho realizado pelo “Cesinha”, como é conhecido, nesta última temporada no Pinheiros e seu histórico de trabalho em categorias de base, com certeza, o credenciam para o cargo. O mesmo pode-se falar do trabalho do Bruno.

No entanto, muitos como eu esperávamos que houvesse continuidade do trabalho iniciado há 8 anos sob o comando do Magnano, que teve durante todo esse tempo como assistente técnico o Neto e posteriormente Demétrios e Gustavinho.

Neto seria, sem dúvida, a escolha natural pelo seu trabalho no NBB (sendo o técnico mais vitorioso do NBB) e por toda a experiência internacional acumulada  com participação em dois Mundiais, dois Jogos Olímpicos, Copa América além dos títulos da Liga das Américas e Copa Inter Continental pelo Flamengo.

É claro que, as escolhas têm seus critérios técnicos, meritocráticos e políticos. E é uma atribuição do presidente da CBB. Aqui não se trata de contestar essa escolha, pois como já disse foi merecida pelo trabalho que vem sendo realizado pelo Cesinha.

Mas o que soa estranho é o fato do técnico ter sido anunciado como “interino. O que isto significa?

Está sendo testado? Ainda não tem a total confiança da CBB? Está tapando buraco para que na hora das Competições mais importantes (como Mundial em 2019 e Jogos Olímpicos em 2020) outro assuma o lugar?

Enfim, nós do basquetebol, temos que apoiar e torcer para que nosso basquete retome seu rumo. Mas para que isto aconteça, temos que pensar a longo prazo e para isto o técnico tem que estar seguro na continuidade do trabalho.

Torço para que o Cesar e toda a Comissão Técnica, façam um bom trabalho, pois competência para isto têm de sobra e que seja apoiada por toda a comunidade “basqueteira” mas, principalmente pela cúpula da CBB. Que ela não seja “descartada” em função de algum mau resultado e que os “interinos” tornem-se efetivos para que realizem um trabalho planejado e a longo prazo.

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