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Medo do que?

Amigos do Basquetebol e do Esporte

A pergunta que dá título a este post pode parecer que iremos ler algo relacionado com assuntos ligados à Psicologia do Esporte.

Mas não.

Ela está relacionada a mais uma atitude autoritária de alguns dirigentes do esporte brasileiro que nesta semana rechaçaram a proposta de aumento de votos aos quais os atletas nacionais têm direito na assembléia do COB.

Numa manobra típica dos porões do que há de pior na política brasileira 15 presidentes de confederações resolveram anular o voto da Confederação de Rugby (registrado em ata) que era a favor dos atletas, alegando que o voto não poderia ser considerado porque o presidente havia se ausentado da Assembléia.

Assim a proposta foi derrotada por 15×14 mostrando o quanto esses “dirigentes” respeitam aqueles que verdadeiramente sustentam as confederações que têm suas verbas destinadas muito em função dos resultados e do esforço de seus atletas.

E aí vêm algumas perguntas:

Qual o histórico esportivo desses “dirigentes” para se envolverem com o esporte?

O que pretendem esses “dirigentes” além de se locupletarem e aparecerem em fotos em função dos resultados dos seus atletas?

Por que esses “dirigentes” têm tando medo dos atletas? Será porque eles são muito, mas muito mais importantes do que eles?

Essa é mais uma pagina triste do nosso esporte que muitos ainda insistem em classificá-lo como potência olímpica. Como ser potência se nos bastidores temos pessoas que não querem ver o esporte crescer.

E uma outra pergunta importante: o que farão os atletas. Vão se calar? Deixarão que poucos deem a cara a tapa e irão se esconder com medo de perder suas regalias?

Onde estão os campeões olímpicos? Onde estão os medalhistas? Porque não se manifestam?

Lembro que no Mundial de Basquete de 2014 os atletas da Argentina exigiram intervenção na sua Confederação sob a ameaça de não atender à convocação. E o resultado foi que houve a intervenção e os atletas participaram do campeonato mostrando a força da união.

Enfim, esta é mais uma batalha que os atletas terão que enfrentar. Talvez muito mais difícil do que treinar intensivamente, abrir mão de muita coisa e da própria vida pessoal, lidar com constantes lesões. Batalha que esses “dirigentes” desconhecem pois com certeza ao mesmo tempo que os atletas estão “ralando” eles estão aproveitando a fama e as mordomias que seus cargos lhes oferecem.

E para terminar uma perguntinha que me diz respeito diretamente: e os técnicos? Quando irão se movimentar para ter alguma representatividade no cenário esportivo nacional?

Segue abaixo a relação das confederações que têm medo de dividir o poder:

Boxe, Canoagem, Handebol, Ginástica, Levantamento de Peso, Pentatlo Moderno, Remo, Ciclismo, Taekwondo, Tênis de Mesa, Tiro Esportivo, Tiro com Arco, Voleibo, Tênis e Wrestling.

 

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