Mundial Masculino · Todos os posts

Rumo à China

Amigos do Basquetebol

2019 é ano de Copa do Mundo de Basquetebol na China. 32 seleções estarão disputando a competição, que teve um grande alteração na forma de classificação das equipes.

A partir de 24 de novembro 80 países brigarão pelas 31 vagas (a China está classificada como país sede), sendo 16 das Américas, 16 da Ásia, 16 da África e 32 da Europa. Nesta competição os países da Oceania (Austrália e Nova Zelândia) foram incluídos no grupo asiático.

A primeira fase ocorrerá de novembro de 2017 a junho de 2018 e as equipes se enfrentarão em grupos de 4 países cada, classificando-se os 3 primeiros de cada grupo para a segunda fase que será disputada entre setembro de 2018 a fevereiro de 2019.

Nesta segunda nos pré mundiais da Ásia e Américas serão formados grupos de 6 equipes, classificando-se para o mundial os três melhores de cada grupo mais o melhor sétimo colocado. No pré mundial africano irão se classificar os dois melhores de cada grupo mais o melhor quinto colocado.

Já na Europa a segunda fase será disputada em 4 grupos de seis equipes, classificando-se os 3 melhores de cada grupo.

Assim sendo a Copa do Mundo de 2019 contará com 7 equipes da Ásia, 7 das Américas, 5 da África e 12 da Europa mais a China.

Estes são os grupos:

Américas:

A: Argentina, Panamá, Paraguai e Uruguai

B: Brasil, Chile, Colômbia e Venezuela

C: Cuba, Estados Unidos, México e Porto Rico

D: Bahamas, Canadá, Ilhas Virgens e República Dominicana

África:

A: Camarões, Guiné, Tchad e Tunísia

B: Mali, Nigéria, Rwanda e  Uganda

C: Angola, Congo, Egito e Marrocos

D: Costa do Marfim, Moçambique, Rep. Centro Africana e Senegal

Ásia:

A: China, Coreia, Hong Kong e Nova Zelândia

b: Austrália, Filipinas, Japão e Tailândia

C: Índia, Jordânia, Líbano e Sri Lanka

D: Irã, Iraque, Kazaquistão e Qtar

Europa:

A: Belarrus, Eslovênia, Espanha e Montenegro

B: Letônia, Suécia, Turquia e Ucrânia

C: Hungria, Kosovo, Lituânia e Polônia

D: Croácia, Holanda, Itália e Romênia

E: Bélgica, Bósnia, Franca e Rússia

F: Bulgária, Finlândia, Islândia e Rep. Tcheca

G: Alemanha, Áustria, Geórgia e Sérvia

H: Estônia, Grã Bretanha, Grécia e Israel

O Brasil estreia dia 24 de novembro contra o Chile em Santiago e depois joga dia 27 contra a Venezuela no Rio de Janeiro

 

 

 

 

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Basquetebol Europeu · Opinião do autor · Todos os posts

LDB Europeia

Amigos do Basquetebol

Agora escrevo esporadicamente no blog. E neste post vou abordar um assunto que me parece bastante interessante.

Você poderia imaginar os seguintes jogadores atuando na LDB aqui no Brasil?

Doncic (Eslovênia), Markanem e Timma (Finlândia), Saric (Croácia), Schroder (Alemanha), Hernannsson (Islândia),  Porzingis (Letônia), Hernangomez (Espanha) e Osman (Turquia)

Pois bem, todos esses jogadores citados (e outros que poderiam estar nessa lista) tem idade variando entre 18 e 24 anos. Isto significa que estariam ainda jogando ou estiveram jogando na nossa LDB pelo menos em 4 edições.

São atletas protagonistas em suas equipes e que em média jogam cerca de 30 minutos, anotam cerca de 20 pontos, pegam algo perto de 8 rebotes e ainda dão cerca de 5 assists por jogo.

Alguns atuam na NBA já com certo destaque.

Isto me leva a uma reflexão e a uma grande dúvida. Porque atletas tão jovens já são protagonistas em suas seleções e por aqui isto ainda é um grande problema?

Seria pelo desempenho técnico somente? Seria pela experiência internacional adquirida desde a base disputando campeonatos continentais, mundiais e olímpicos? Seria porque jogam em equipes de grande poderio, principalmente na Europa?

Sinceramente, não sei a resposta. O que sei é que se não prepararmos nossas novas gerações para atuar em nível internacional continuaremos sofrendo e vendo nosso basquetebol cada vez mais se afastando das grandes potências.

Enfim, não sei se exagero mas esta é a minha visão da situação.

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A crônica da morte anunciada

Amigos do Basquetebol

Sinceramente, alguém esperava algo diferente do que aconteceu na Copa América Feminina?

Ficamos fora do Mundial, fato que não ocorria desde 1959.

Era o que faltava para sacramentar aquilo que a maioria já esperava. Depois dos fracassos nas últimas competições internacionais, nosso feminino conseguiu a proeza de perder para equipes “poderosas” e “com muita tradição” como Ilhas Virgens e Porto Rico.

Sem falar na chacoalhada que tomamos da Argentina, nosso eterno freguês no feminino.

Os problemas? Acho que todos conhecem.

Culpar comissão técnica? Culpar jogadoras?

Como sobreviver em uma realidade que nos mostra um basquetebol feminino baseado em meia dúzia de times, cujas jogadoras praticam revezamento, jogando uma ano em cada um deles?

Como sobreviver em uma realidade em que campeonatos de base praticamente não existem?

Como sobreviver se o maior centro de basquetebol do país ( será que ainda é???) não tem uma equipe sequer no campeonato nacional e quase nenhuma nos campeonatos de base?

Enfim, alguém em sã consciência acreditaria ainda que o Brasil pudesse fazer mais do que fez nessa Copa América?

Que me desculpe o esforçado narrador do Esporte Interativo que disse que o Brasil ficou fora mas saiu de cabeça erguida e que temos que nos orgulhar da equipe. Não dá prá ficar com essa desculpinha esfarrapada.

Que essa vergonhosa desclassificação sirva para dar uma chacoalhada na atual gestão e que ela efetivamente enfrente os problemas do feminino para que novos vexames não venham a ocorrer.

Triste, mas é a nossa realidade.

Jogos Olímpicos · Opinião do autor · Todos os posts

Há um ano

Amigos do Basquetebol

Há um ano estava eu começando a participar da minha quarta olimpíada. Desta vez diretamente envolvido nos Jogos como acompanhante da seleção masculina de basquete da Venezuela.

Foram momento de grande emoção, muito trabalho, encontros maravilhosos e a sensação e estar no olho do furacão.

Uma rotina diária, da pousada à Vila Olímpica, ao centro de treinamento e às arenas de jogos. Nas folgas passeios pela Vila, assistir jogos de basquete, handebol, ciclismo, ver o atletismo e encontrar grandes amigos para curtirmos juntos momentos incríveis.

Se me perguntassem se eu era a favor dos Jogos no Brasil eu diria que, considerando a situação do país estaríamos entrando numa barca furada. Mas considerando as oportunidades para o esporte nacional com certeza eu era a favor.

A desconfiança era grande mas a garra do povo brasileiro fez tudo funcionar.

Mas, a realidade nos mostrou um quadro desolador para o esporte e para o país. Venderam uma imagem que tudo melhoraria, que o país ganharia com a infraestrutura que estava sendo construída, com as instalações esportivas e outras mentiras que o povo, em geral, em sua humildade, ou até mesmo em sua ignorância, comprou de olhos fechados.

E agora, um ano depois, o que vemos? Uma grande decepção com os resultados pós Jogos. E não me refiro aos resultados obtidos nos campos, quadras e piscinas.

Refiro-me aos resultados reais à economia do país, afundado em dívidas. Refiro-me às instalações esportivas apodrecendo com o  descaso das autoridades. Refiro-me a tudo que foi prometido e não foi entregue e aos bilhões gastos em obras superfaturadas e que muitas nem chegaram a ser iniciadas.

Mais uma vez o Brasil perdeu o bonde do tempo. Nosso esporte continua moribundo, nossa população continua sendo privada da possibilidade de praticar atividades físicas em locais minimamente decentes. Nossas escolas continuam abandonadas, assim como a saúde e a segurança.

E onde estão os responsáveis por toda essa enganação? Com certeza, estão saboreando seus whiskies e caviares aproveitando a dinheirama que foi parar em suas contas bancárias quando deveria ter sido utilizada para o bem da população.

A imagem de potência olímpica que querem nos enfiar goela abaixo só engana aqueles que não têm a mínima noção do que seja ser uma potência olímpica. Uma potência olímpica começa com educação e saúde de qualidade. Oportunidade de prática esportiva para todos e não somente para uma elite. Investimentos na base e na educação física.

Ganhar medalhas não significa ser um país esportivo. Melhor que meia dúzia de medalhas seria termos milhões de crianças na escola correndo e se divertindo com o esporte. Mas até isso parece que está sendo tolhido pela ação de “filósofos” da educação física que criminalizam o esporte dentro das escolas.

Enfim, apesar de tudo isto, a experiência de ter participado diretamente dos Jogos Olímpicos, como voluntário, foi maravilhosa. Que fiquem guardadas essas lembranças.

Jogo Venezuela 2

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A escolha do novo técnico

Amigos do Basquetebol

Recentemente a CBB anunciou o novo técnico da seleção adulta masculina.

E toda a vez que se faz uma escolha há discussão, polêmica, contradições, etc..

Cesar Guidetti foi o escolhido juntamente com o Bruno Savignani de Brasília. O trabalho realizado pelo “Cesinha”, como é conhecido, nesta última temporada no Pinheiros e seu histórico de trabalho em categorias de base, com certeza, o credenciam para o cargo. O mesmo pode-se falar do trabalho do Bruno.

No entanto, muitos como eu esperávamos que houvesse continuidade do trabalho iniciado há 8 anos sob o comando do Magnano, que teve durante todo esse tempo como assistente técnico o Neto e posteriormente Demétrios e Gustavinho.

Neto seria, sem dúvida, a escolha natural pelo seu trabalho no NBB (sendo o técnico mais vitorioso do NBB) e por toda a experiência internacional acumulada  com participação em dois Mundiais, dois Jogos Olímpicos, Copa América além dos títulos da Liga das Américas e Copa Inter Continental pelo Flamengo.

É claro que, as escolhas têm seus critérios técnicos, meritocráticos e políticos. E é uma atribuição do presidente da CBB. Aqui não se trata de contestar essa escolha, pois como já disse foi merecida pelo trabalho que vem sendo realizado pelo Cesinha.

Mas o que soa estranho é o fato do técnico ter sido anunciado como “interino. O que isto significa?

Está sendo testado? Ainda não tem a total confiança da CBB? Está tapando buraco para que na hora das Competições mais importantes (como Mundial em 2019 e Jogos Olímpicos em 2020) outro assuma o lugar?

Enfim, nós do basquetebol, temos que apoiar e torcer para que nosso basquete retome seu rumo. Mas para que isto aconteça, temos que pensar a longo prazo e para isto o técnico tem que estar seguro na continuidade do trabalho.

Torço para que o Cesar e toda a Comissão Técnica, façam um bom trabalho, pois competência para isto têm de sobra e que seja apoiada por toda a comunidade “basqueteira” mas, principalmente pela cúpula da CBB. Que ela não seja “descartada” em função de algum mau resultado e que os “interinos” tornem-se efetivos para que realizem um trabalho planejado e a longo prazo.

Basquetebol Europeu · Estatísticas · Todos os posts

Armadores

Amigos do Basquetebol

Sendo um apaixonado pelo basquetebol europeu e, é claro, pelos armadores (devido ao meu passado como um grande armador que fui – pelo menos em meus sonhos) trago aqui alguns números dos principais armadores que brilharam nas quadras europeias na última edição da Euroliga, vencida de forma inédita pelo Fenerbahçe da Turquia.

Esses números podem servir de referência para nossos jovens armadores que também vêm despontando no cenário nacional.

Para resumir a análise escolhi os armadores das quatro equipes finalistas do torneio, levando em consideração o tempo jogado (mínimo de 20 minutos em média), já que a maioria das equipes da Euroliga tem em seu plantel até cinco armadores.

Assim sendo 12 atletas figurarão nesta breve análise baseada no número de jogos, tempo de jogo, eficiência, pontos e assists.

Fenerbahçe

Bogdanovic – 22 jogos; 28 minutos, 16,7 efi; 14,6 pts; 3,6 assists

Sloukas – 29 jogos; 26 minutos, 9,8 efi; 9,2 pts; 4,5 assists

Dixon – 34 jogos; 25 minutos; 10,7 efi; 11,4 pts; 3,6 assists

Real Madrid

Llull – 33 jogos; 27 minutos; 16,8 efi; 16,5 pts; 5,9 assists

Doncic – 35 jogos; 20 minutos; 13,3 efi; 7m8 pts; 4,2 assists

CSKA

De Colo – 28 jogos; 27 minutos; 20,8 efi; 19,1 pts; 3,9 assists

Teodosic – 29 jogos; 27 minutos; 17,1 efi; 16,1 pts; 6,8 assists

Jackson – 29 jogos; 21 minutos; 8,8 efi; 7,6 pts; 3,6 assists

Higgins – 32 jogos; 20 minutos; 9,3 efi; 9,5 pts; 1,5 assists

Olympiakos

Spanoulis – 33 jogos; 26 minutos; 11,9 efi; 12,6 pts; 6,1 assists

Mantzaris – 37 jogos; 23 minutos; 4,9 efi; 5,8 pts; 2,4 assists

Lojeski – 26 jogos; 21 minutos; 11,3 pts; 1,6 assists

Dentre os analisado, cinco merecem destaque por seus desempenhos (classificação geral entre todos os atletas que disputaram a Euroliga):

Teodosic – 1o. em assits; 5o em Efi e 6o. em pts

Llull – 3o. em assists; 5o. em pts e 7o. em assists

De Colo – 2o. em Efi e em pts

Bogdanovic – 7o. em pts e 9o. em efi

Spanoulis – 2o em asists

 

 

 

 

Mundial Feminino · Todos os posts

Rumo ao Mundial Feminino

Amigos do Basquetebol

O Campeonato Mundial Feminino será realizado em 2018 na Espanha. E nestes meses de junho, julho e agosto serão definidas as 14 equipes que participarão desse importante evento juntando-se a Estados Unidos (atual campeã) e Espanha (país sede).

Na Europa já temos três classificados (Bélgica, Grécia e França + Espanha). Bélgica e Grécia se tornaram as grandes surpresas. A Grécia eliminou a então campeã Sérvia e a Rússia, enquanto a Bélgica eliminou a Itália. Quatro países ainda lutam por duas vagas (Letônia, Itália, Turquia e Eslováquia)

O torneio das Américas acontecerá na Argentina, de 6 a 13 de agosto e classificará 3 equipes. Participam Argentina, Canadá, Venezuela e Colômbia. O Brasil que foi “perdoado” pela FIBA aguarda a confirmação de sua participação.

Na Ásia a novidade é a inclusão dos dois países da Oceania (Austrália e Nova Zelândia) o que corrige um erro histórico que sempre beneficiou o continente na classificação para torneios mundiais e olímpicos. Serão 4 vagas disputadas por 7 equipes de 23 a 29 de julho. As equipes são: Austrália, China, Taipei, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, Nova Zelândia e Filipinas.

O torneio africano ocorrerá em Mali, de 18 a 27 de agosto e colocará em disputa 2 vagas pelas seguintes equipes: Angola, Camarões, Costa do Marfim, Egito, Guiné, Mali, Moçambique, Nigéria, Senegal e Tunisia.

Informações pelo site http://www.fiba.com