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Muito além do Basquetebol

Amigos do Basquetebol

Minha estada na Espanha para a Copa do Mundo foi muito além do basquetebol. Como há muito tempo não escrevo para a categoria Curiosidades e Turismo do meu blog resolvi investir um pouco neste assunto.

Muitas coisas interessantes acontecem paralelamente a um evento do porte de um mundial. A possibilidade de conhecer locais novos, rever alguns onde já estive, conhecer novos amigos e rever antigos é algo que fez parte desta viagem.

Vi muitos jogos, escrevi posts e colunas para o Território LNB, mas também participei de um momento marcante da vida da Catalunha, região autônoma da Espanha que reivindica sua independência após 300 anos da tomada da região pela Espanha.

Tomei o rumo de Barcelona com um trem AVE viajando a 300km por hora com muito conforto e segurança. A viagem dura cerca de 3 horas e custa por volta de 160 euros (ida e volta).

Trem AVE na Estação Puerta de Atocha em Madrid
Trem AVE na Estação Puerta de Atocha em Madrid

 

Velocidade que o trem atinge
Velocidade que o trem atinge

Em Barcelona o objetivo principal era o jogo EUA x Lituânia (semifinal da Copa do Mundo). Mas o jogo acabou sendo mais um atrativo da cidade que possui atrativos inesgotáveis.

Praça de Espanha vista da antiga Arena de Toros, hoje um importante centro comercial
Praça de Espanha vista da antiga Arena de Toros, hoje um importante centro comercial
Museu real e as famosas fontes da Praça de Espanha à noite
Museu real e as famosas fontes da Praça de Espanha à noite
Fachada do Estádio Olímpico
Fachada do Estádio Olímpico

O dia 11 de setembro é o dia Nacional da Catalunha e nesse dia foi realizada uma manifestação para apoiar o plebiscito que ocorrerá em 9  de novembro para ratificar a opinião da população sobre a independência.

Não vou entrar no mérito da reivindicação até porque não tenho elementos suficientes para julgar a causa. Mas vou relatar uma das coisas mais impressionantes que pude assistir em minha vida.

Um milhão e 800 mil pessoas nas ruas, vestidas com camisetas vermelhas e amarelas (cores da Catalunha) formando um tapete colorido nas duas principais avenidas da cidade que formam um V e terminam na praça Espanha. O V significa Vontade de Votar.

Foto da população nas duas principais avenidas de Barcelona (foto da primeira página do Jornal Vanguardia)
Foto da população nas duas principais avenidas de Barcelona (foto da primeira página do Jornal Vanguardia)

Famílias inteiras passeando pela cidade com suas camisetas e bandeiras com o slogan “Agora é a hora” (Ara és l`hora – em Catalão), parecendo uma comemoração de vitória em copa do mundo. Pessoas circulando em total calma, em clima de muita paz e todas voltadas para a mesma causa sem partidarismos ou revanchismos.

Ao lado de uma família participante da manifestação
Ao lado de uma família participante da manifestação

Foi algo incrível que me tocou e me fez pensar o quanto somos pequenos politicamente falando e o quanto coisas superficiais em nosso país são mais importantes com o que realmente deveríamos nos importar.

Manifestantes se dirigindo para a passeata
Manifestantes se dirigindo para a passeata

Tudo foi organizado e realizado por entidades civis desvinculadas de qualquer partido político. E isto dá mais ainda importância ao fato.

Enfim, foi um dia especial e que me fez ter interesse em conhecer mais essa história para poder entender a essência da questão.

E, é claro, como não poderia deixar de ser o dia terminou com o jogo, onde os EUA despacharam a Lituânia em um dos ginásio mais lindos que já tive a oportunidade de conhecer.

Palau San Jordi - entrada
Palau San Jordi – entrada

 

Palau San Jordi - vista panorâmica
Palau San Jordi – vista panorâmica
EUA e Lituânia na hora dos hinos
EUA e Lituânia na hora dos hinos

Enfim, foi um momento especial desta viagem que, infelizmente, está chegando ao fim nas que deixará lembranças fantásticas e motivação para se pensar na próxima

Quer um outro olhar da Copa do Mundo? Visite o blog do Xinxa

http://www.xinxagaspar.blogspot.com

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Experiências e aprendizados que trouxe de Londres

Amigos do Basquetebol

A colaboração para o blog agora vem da ex-aluna Marisa Adélia Branco. Ela é Bacharel em Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte da USP. Ex- Técnica de Basquetebol Feminino das categorias de Base do Bradesco Esportes/ Osasco e Projeto Esporte Talento/Instituto Ayrton Senna/USP. Atualmente Educadora Esportiva na Prefeitura de Jundiaí, atuando como Técnica de Basquetebol Feminino das categorias de Base da Equipe Divino/COC/Jundiaí.

Ela mostra sua experiência vivida em Londres durante os Jogos Olímpicos.

Desde que Londres foi escolhida pra ser sede dos Jogos Olímpicos pensei que seria uma grande e bela oportunidade de vivenciar os Jogos, principalmente pelo fato de que o Brasil sediará dois dos maiores eventos esportivos internacionais, a Copa do Mundo de Futebol em 2104 e as Olímpiadas em 2016.

Então depois de muitas idas e vindas, e, principalmente “contas” em Libras, decidi ir para lá buscando aliar os Jogos Olímpicos com estudo e cultura. Embarquei e estive lá 32 dias. Cheguei 20 dias antes dos Jogos para estudar e melhorar o inglês, e, ainda de quebra conhecer mais alguns países na Europa. Quando cheguei encontrei uma cidade terminando de se preparar para os Jogos, com todas as estações de metrô sinalizadas com orientações para os locais de competição, ruas enfeitadas. Muitos jornais e revistas, alguns inclusive gratuitos, destacando informações acerca dos Jogos. Buscavam principalmente envolver a população, alertando e solicitando que todos colaborassem para que o transporte público de Londres, já bastante saturado, suportasse o fluxo de pessoas que circulariam por lá.

Para elucidar um pouco mais sobre essa preocupação, segundo o guia oficial, foram 20.000.000 de espectadores, 70.000 voluntários e 8.800.000 de tickets oferecidos!

Ainda quanto ao transporte foi possível percorrer toda a cidade de trem e metrô. Londres tem 400 km de linha. Um alerta para o  Rio de Janeiro que tem hoje 46 km! E a população realmente contribuiu no período dos Jogos, alterando sua rota para que o sistema não entrasse em colapso.

Para me familiarizar com tudo que estava programado, uma semana antes dos Jogos fiz o “Olympic Walk Tour London”. Um passeio guiado com várias informações e curiosidades sobre as instalações do Parque Olímpico, sobre a região de “Stratford”, que foi totalmente transformada para receber o “Olympic Park”, inclusive com a construção do belo Shopping “Westfield” e um Centro Empresarial. Informações sobre todo o plano “pós-Jogos” que existe para a região, enfim, bastante interessante.

Ao todo assisti 18 eventos entre as modalidades de Basquete Feminino e Masculino, Handebol Feminino, Voleibol Masculino, Natação, Atletismo, Ginástica Artística, Tênnis, Futebol Feminino e Triathlon. Adquiri os tickets no Brasil e em Londres com a Tamoyo, empresa credenciada e única autorizada a vender para brasileiros. Ainda tive a oportunidade de ser incluída no programa “Family and Friends” do Handebol Feminino com o apoio da amiga Rita Orsi (supervisora da Seleção Feminina de Handball) e recebi alguns tickets gratuitos. Poderia ter sido incluída no basquete Feminino, com o apoio do Tarallo, mas eu já havia adquirido os ingressos do basquete antecipadamente.

Mas uma das coisas que me chamou a atenção é que muitos londrinos reclamavam por não terem conseguido comprar ingressos para os Jogos, e, que não conseguiriam assistir os eventos. Então vamos torcer para que o mesmo não ocorra no Brasil.

Abro aqui um parêntese para elucidar que havia muitos policiais à paisana coibindo o repasse de ingressos. Inclusive fui abordada e me perguntaram se eu tinha algum pra vender. Inocentemente disse que talvez pudesse vender um ingresso da natação que não conseguiria mais assistir. Havia pagado caro por ele e apenas queria recuperar o dinheiro. Quase fui presa!!! Graças a Deus depois de conversar e comprovar que eu não era cambista me liberaram ali mesmo. Ufa!!!

Quanto às instalações, além do Parque Olímpico, visitei também outros locais de competição, entre eles Wimbledon (chamado de Templo do Tênnis Mundial), Estádio de Wembley, “Earls Court” (vôlei), North Greenwich Arena (Ginástica Artística) e Hyde Park. Em todos estes locais, nas ruas, estações de metrô e trens, a organização de Londres é algo que realmente me impressionou. Mas também posso destacar a limpeza, a segurança, sinalizações e informativos e a preocupação com a mobilidade de pessoas portadoras de deficiências, pessoas com crianças e idosos.

Posso dizer que quem esteve em Londres encontrou uma cidade lotada, envolvida pelo esporte, mas que “funcionou” muito bem, e com inúmeras outras atrações para visitar entre Museus (todos gratuitos!), London Eye, Pubs, Markets, etc. Muita coisa pra fazer. Também reencontrei muitos amigos, fiz novas amizades e pude assistir extraordinários atletas, entre eles Michael Phelps na natação, Serena Willians no Tênnis, o “Dream Team” do basquete masculino dos EUA. Momentos que ficarão guardados pra sempre na memória.

Quanto ao nosso basquete… Fiquei muito feliz pelo masculino que vem mostrando uma grande evolução tanto de ordem tática como técnica. Jogando com um padrão e ritmo de jogo muito próximo das equipes de destaque em Londres. E que sonho poder assistir ao vivo jogadores como: Lebron James, Pau Gasol, Kevin Durant e Kobe Bryant!

Mas no basquete feminino  avalio  que precisamos melhorar e repensar muitas coisas. Eu como técnica das categorias de base me incluo nisso e posso dizer que observei muita dificuldade técnica das nossas atletas frente a outras equipes. Cometemos muitos erros técnicos nas ações de jogo e isso compromete qualquer estrutura tática.

Acredito que primeiro precisamos de humildade para admitir as deficiências e trabalhar muito para evoluir, assim como fez o masculino que precisou amargar muitos anos fora do cenário internacional para se conscientizar de que egos, não trazem medalhas, e, aqui me refiro a atletas, técnicos e dirigentes como um todo. Exemplo disso foi ver a equipe masculina dos EUA comemorando o ouro. Todas aquelas “estrelas” juntas, se confraternizando e se respeitando é algo para realmente admirar.

Enfim, o Brasil será o próximo palco de tudo isso e não acho que cabe aqui discutir se isso será bom ou ruim. O fato é que Rio 2016 já começou há um bom tempo, e, quanto mais nos envolvermos com todo o processo, melhor será a representatividade do nosso país.

Vivenciar os Jogos Olímpicos foi uma experiência única!

Obs: os textos são de inteira responsabilidade de seus autores e não sofrem qualquer modificação em seu conteúdo.

 

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Dicas e curiosidades londrinas

Amigos

Depois de uma semana em Londres (tempo insuficiente para conhecer tudo o que aquela maravilhosa cidade oferece) aqui vão algumas dicas para facilitar e estada e o deslocamento e curiosidades sobre a cidade.

Alguns acessórios são fundamentais:

– mochila para carregar os pertences e todas as tranqueiras que você fatalmente comprará nas inúmeras lojas que oferecem de tudo

– esteja sempre com um abrigo, de preferência impermeável, pois o verão londrino é imprevisível. Chove, garoa e faz sol umas três vezes por dia

– Tenha à mão o mapa do metrô (underground). A rede de metrô londrino é imensa e é impossível tentar decorar os trajetos e as conexões que você terá que fazer para acessar os lugares que visitará

– Você tem várias opções de passes de transporte: os mais comuns são os Day-pass (passes diários – depois das 9:30 é mais barato – off-pick day pass) e o Oyster (passes para períodos mais longos). Mas preste atenção no zoneamento da cidade. Isto definirá o tipo de passe que deverá comprar.

– Os tickets do metrô são exigidos na entrada e na saída das estações. Então cuidado para não perdê-los ou danificá-los

– Certifique-se dos horários das atividades do metrô. Cada linha tem horário diferente para começar e para encerrar as atividades.

Para quem que comprar artigos esportivos,  a Lillywhites é a maior loja de esportes da cidade. Cinco andares onde há de tudo. E logo na entrada (no térreo) há muitas ofertas. Vale  a pena dar uma olhada. Estação Picadilly Circus (Picadilly Line), saída 3. Você dará de cara com a loja

Para quem gosta de bugigangas (mais conhecidas por souvenirs) a Cold Brittania é a melhor. Ao lado da Lillywhites. Mas nos arredores de Picadilly Circus e Leicester Square há muitas delas. Os preços variam pouco.

Há muito o que ver na cidade, mas para quem fica pouco tempo como eu, recomendo:

a visita ao British Museum (Estação Russel Square – Picadilly Line – Azul) – imperdível/sensacional

Uma ida a Covent Garden (Estação Covent Garden – Picadilly Line) – bairro com inúmeros pubs e um mercado (Covent Market) com muitas lojas e locais para alimentação dos mais variados tipos. Se tiver sorte ainda vai curtir algum show com artistas de rua. Se der vá à noite também

– Palácio de Buckingham, Abadia de Westminster e Big Ben (dá para fazer tudo a pé). A parada pode ser na estação Westminster (District Line – verde). Se der sorte verá a troca da guarda.

– Borough Market (Estação London Bridge – Northern Line (preta) ou Jubilee Line (cinza). Lá há muita opção de comida mas o Hamburger Elliot é imperdível. De lá dá para caminhar às margens do Tâmisa até a Tower Bridge. Se der atravesse a ponte e vá à London Tower que é um castelo onde estão as joias da rainha e muitas outras atrações como armas e instrumentos de tortura utilizados na era medieval.

– Não entrar em um Pub e tomar uma Guinnes é sacrilégio. Se quiser pode pedir um “half pint” ou seja, um copo menor de cerveja.  E a história da cerveja quente é lenda. Todas que tomei estavam bem geladas. Para quem gosta de algo mais suave tome a Carling, Stella Artois ou a London Pride.

– Não comer um Fish and Ships também será considerado politicamente incorreto. Mas cuidado onde você come. Nos pubs é mais seguro.

Prepare-se para um regime baseado em batatas. Fritas, cozidas, assadas, crocantes, macias, elas estão presentes em quase todos os pratos servidos em Londres.

Bem, estas foram algumas dicas para um passeio rápido em Londres. Mas tem muito mais coisas interessantes e maravilhosas para serem vistas. Tudo depende do tempo disponível.

Big Ben e o Parlamento Inglês
Abadia de Westminster
Covent Market em Covent Garden
Borough Market – Elliot Hambuguer
E no pub é só escolher
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Minhas memórias Olímpicas: Sydney – 2000

Amigos do basquetebol

Depois da aventura americana nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, segui rumo à Oceania para os Jogos de Sydney, em 2000. E novamente em companhia dos meus amigos do CELAFISCS.

Uma viagem e tanto…. Tanto tempo de voo, tanto tédio dentro do avião, tanta palavra cruzada… Mas depois de 23 horas, uma escala em Buenos Aires e outra em Oakland, finalmente chegamos à terra prometida.

Mas, como havia um Congresso que precedia os Jogos Olímpicos e não era em Sydney, mas sim em Brisbane, ainda teríamos que suportar mais duas horas voando.

 Vista da cidade de Brisbane; eu e a Flavinha Matsudo no Parque dos Cangurus

Trabalhos apresentados, passeios fantásticos em uma cidade muito legal, chegamos novamente à terra prometida. Mas, como não tínhamos alojamento em Sydney rumamos a Woologong (uma hora e meia de trem da capital Australiana). E por lá ficamos durante uma semana. Indo e voltando todos os dias para a cidade dos Jogos.

 Vista da cidade de Woologong

Mas valeu a pena. Assim que chegamos a Woologong (cidade litorânea), resolvi dar uma volta para espantar o cansaço da viagem e tive uma grande surpresa.

Ao passar em frente a um ginásio de esportes que ficava a pouco mais de dez minutos do nosso hotel vi um cartaz anunciando um Torneio de Basquetebol que começava naquela noite. E para minha surpresa, uma das equipes participantes era a Seleção Brasileira Feminina. Voltei para o hotel para pegar grana suficiente para comprar o ingresso e ver se alguém me acompanharia nessa árdua missão. E todos foram. Umas 15 pessoas.

E lá no ginásio pude assistir Brasil x Austrália e de quebra Iugoslávia x Lituânia (masc).

 Iugoslávia x Lituânia em Woologong

Nossa rotina era simples: acordar às seis horas, tomar café, arrumar as coisas e pegar o trem das 8h e 20 m, para Sydney. Passear pela cidade, conhecer os pontos turísticos, dar um pulo no parque Olímpico e tentar assistir algum jogo. Ao contrário de Atlanta, o sistema de transportes era perfeito e todo o evento era centralizado no Parque Olímpico o que facilitava a busca por eventos, o deslocamento e o encontro com os colegas.

 Estádio Olímpico

Com em 1996, eu havia vacilado e não tinha assistido a cerimônia de Abertura, estabeleci como ponto de honra estar na Abertura de Sydney. Juntei a grana que estava disposto a pagar, cheguei ao Estádio às 13 horas (a abertura seria às 19) e comecei a batalhar pelo ingresso (claro nas mãos de cambistas Marroquinos e Argelinos) correndo o risco de comprar ingresso falso e até mesmo ser preso. Só que todos do grupo também estavam a fim de participar. Então começamos a luta homeopática pelos ingressos. Um ou dois por vez, negociados em cantos escondidos e correndo o risco da sua grana sumir. Enfim, todos conseguimos e no dia 15 de setembro de 2000 estava eu no Estádio Olímpico, com minha ex-aluna e amiga Sandra Kawasaki (aniversariante do dia) e o Luizinho prontos para assistir ao espetáculo mais lindo que já presenciei. Não me contive e gastei um telefonema emocionado de dentro do estádio (telefone público) para minha casa avisando da façanha.

Depois da tensão para a compra dos ingressos, da ansiedade para entrar, a emoção de ver a delegação brasileira no desfile de abertura

Assim com em Atlanta, Sydney apresentava muitas atrações paralelas como exposições, shows e todas as noites antes de voltarmos com o trem das 23h e 30m (o último para Woologong) passávamos em Darling Harbor, local do encontro do “mundo olímpico”, onde podíamos comer e beber nos inúmeros bares e restaurantes ali existentes.

 Os cartões postais de Sydney

Darling Harbor, onde o “mundo olímpico” se encontrava.

Nessa aventura pude encontrar com pessoas famosas com quem tirei algumas fotos.

 Olha eu com o Junior no centro de Sydney e com o Casagrande a caminho de Brisbane

Eu, Adriana Santos e Renatinho (árbitro internacional e meu ex-atleta no Pinheiros)

Como ficamos somente 5 dias em Sydney, tive poucas oportunidades de assistir jogos de basquetebol, até porque somente nossas meninas estavam nos representando. Mas mesmo assim tive o prazer de ver a vitória do Brasil contra a Eslováquia, início do caminho para a medalha de bronze conquistada naqueles jogos.

 A vibração da torcida brasileira na vitória contra a Eslováquia

O tempo foi curto, mas inesquecível. Resolvi meu problema de frustração assistindo a Cerimônia de Abertura, vi basquetebol (pouco mas vi), conheci uma das cidades mais lindas do mundo (Sydney) e de quebra estive em outro congresso internacional em outra cidade muito agradável (Brisbane).

 Comemoração com os amigos do CELAFISCS na última noite em Sydney

E agora, que venha Londres!!!

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Minhas memórias Olímpicas: Atlanta – 1996

Amigos do basquetebol

Tive o privilégio de participar de participar de algumas competições internacionais (como organizador, coordenador de estatísticas, imprensa e simplesmente como torcedor e apreciador). Mas garanto a todos que nada se iguala a estar em Jogos Olímpicos.

O ambiente que envolve milhares de atletas e pessoas do mundo todo é cativante e espetacular. A troca de experiências esportivas e culturais é uma das coisas mais extraordinárias que se pode presenciar.

Neste post tentarei passar um pouco dessa experiência que tive o prazer de vivenciar em Atlanta (1996), Sydney (2000) e agora em Londres.

Comecemos pelos Jogos de Atlanta.

A escolha de Atlanta foi muito controversa, pois se tratavam do centenário dos Jogos e todos esperavam que Atenas fosse a cidade escolhida. Há muitas versões sobre a escolha de Atlanta é a mais “cotada” é que por ser a sede da Coca-Cola (maior patrocinadora dos Jogos) ela teria sido a preferida.

Enfim, cidade escolhida, só me restava tentar assistir ao evento. Aproveitando a realização do Congresso Pré-Olímpico (que é realizado sempre uma semana antes dos Jogos e não necessariamente na mesma cidade – em 1996 o Congresso foi em Dallas), parti, juntamente com os amigos do CELAFISCS para esta aventura científica e esportiva.

Chegada ao Aeroporto de Atlanta e vista aérea do Estádio Olímpico

Ficamos hospedados em um Holliday-Inn a cerca de uma hora e meia do centro de Atlanta (ônibus e trem/metrô) dividindo os quartos com os colegas de forma a diminuir as despesas.

Um aspecto negativo desses jogos foi o sistema de transporte que por várias vezes entrou em colapso devido à quantidade de pessoas que o acessavam. A única coisa positiva do sistema era o nome.

Hospedados, alimentados e transportados começamos a buscas pelas atrações dos Jogos. A primeira delas foi  a chegada da Tocha Olímpica que passou em pertinho do nosso hotel. Depois a visita ao Estádio Olímpico e ao Centenial Park, local de reunião do “mundo Olímpico”, com várias atrações durante as 24 horas do dia. Infelizmente, foi neste local que ocorreu o atentado a bomba que quase causou uma grande tragédia.

Outras atrações aconteciam por toda a cidade. Exposições de artes, shows (como o da Glória Stefan em que estivemos presentes), visitas aos centros de eventos da Nike, Coca Cola, Reebok e Converse, o museu destinado a Martin Luther King e a imperdível exposição de Pins, onde as pessoas vendem e trocam seus pins maravilhosos.


Chegada da Tocha Olímpica, Painel sobre Basquetebol no Museu de Arte, Coca Cola World, Centenial Park, Museu MArtin Luther King e Estádio Olímpico

Mas é claro que o basquetebol foi minha prioridade e assim em um golpe de sorte imenso (graças a um espanhol que não queria ver os jogos e me vendeu os ingressos ao preço original) consegui assistir o jogo de estreia do Brasil contra Porto Rico no Geórgia Dome. Mas, além deste jogo, a rodada tinha também a estreia do Dream Team 2 contra a Argentina. Logo, acertei duas bolas de três com um arremesso só.

Mas o vício do basquetebol não parou por aí. Ainda assisti a mais um jogo do Brasil masculino (contra a Grécia) e outro do feminino (contra o Canadá) em um ginásio bem afastado (este outro ponto negativo dos jogos – não havia um Parque Olímpico e as competições aconteciam em locais espalhados pela cidade). E nesse dia tive a honra de encontrar dois gigantes (literalmente) do basquetebol da NBA – Dikembe Mutombo e Alexander Volkov (foto).



Alexander Volkov; Brasil x Canadá (fem); Estados Unidos x Argentina (masc); Brasil x Porto Rico (masc)

Notem que na foto do feminino aparecem dois jovens promissores e ainda com muito cabelo e que hoje são meus grandes amigos e parceiros (Hermes Balbino e Sérgio Maroneze – com a prancheta na mão).

Outro programa sensacional foi a visita à Vila Olímpica proporcionada pelo amigo Peri, homem do primeiro escalão do COB que nos recebeu para um giro nas acomodações do Brasil que eram localizadas na Universidade da Geórgia. Na vila pudemos conhecer todas as instalações disponíveis aos atletas e também tietar alguns dos nosso ídolos, como o nosso medalhista de ouro Joaquim Cruz (ao lado do Luizinho e do Cladinho).

Joaquim Cruz; Vista aérea da Vila Olímpica

Mas, como tudo que é bom dura pouco era hora de voltar. Com a frustração de não ter assistido a cerimônia de abertura (por puro vacilo), mas com o espírito envolvido pelo que há de melhor no esporte retornei ao Brasil cheio de histórias para contar e pronto para encarar outra aventura semelhante. E ela seria em Sydney – 2000.

Mas esta história será contada em outro post.

Aguardem!

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Londres 2012: planejando a viagem

Uma viagem, por menor que seja, requer um bom planejamento. Viajar para um evento grandioso como os Jogos Olímpicos, então, exige cuidados redobrados. Tudo fica mais difícil, mais caro e mais trabalhoso. Passagens, acomodações, dinheiro, contatos, ingressos, etc. A antecedência nos preparativos é um fator fundamental para o sucesso do empreendimento.

Alguns passos importantes a serem seguidos logo de cara:

  • Definir datas e tempo de estadia
  • Tomar conhecimento da programação dos jogos e escolher as possíveis competições a serem vistas e pesquisar a oferta de ingressos
  • Pesquisar o preço das passagens
  • Pesquisar o preço das acomodações

 Data do evento e tempo de estadia

Os Jogos Olímpicos ocorrerão entre 27 de julho e 12 de agosto. Serão 17 dias de competições e intensas emoções. Se seu tempo e conta bancária forem compatíveis com esse período nada melhor que aproveitar o tempo todo no local.

Mas, se você tem limites de tempo e, principalmente, financeiros escolha um período e programe-se para estar lá no período escolhido.

Com a experiência de ter estado em dois Jogos Olímpicos (Atlanta e Sydney) sugiro que você invista pelo menos uma semana para poder curtir boa parte dos eventos e atrações que acontecem no local. Lembre-se que nos Jogos Olímpicos, além das atividades esportivas, há muita coisa a ser vista, incluindo-se aí os inevitáveis passeios pela cidade e/ou seus arredores. E no caso de Londres há muito que ser visto.

 Programação e ingressos

A programação dos Jogos Olímpicos está disponível em sites oficiais ou não (o oficial é o www.london2012.com). Nele você encontra tudo o que vai acontecer durante os 17 dias, detalhadamente. E com isto você pode escolher o que pretende assistir e definir sua estadia. É claro que nem sempre será possível assistir a tudo que programou. Não haverá mais ingressos ou os preços serão proibitivos. Então só resta tentar comprar  pacotes restritos de uma determinada modalidade esportiva (a menos que você tenha muito dinheiro para comprar várias).

Os ingressos somente são vendidos pela agência oficial dos Jogos ou de agências credenciadas em dada país. No Brasil a agência credenciada é a Tamoyo que fica no Rio de Janeiro e é a agência oficial do COB (www.tamoyo.com.br). Os preços variam de acordo com a modalidade, fase da competição (as fases finais são mais caras) e o local de onde você pretende assistir os jogos.

Especificamente no basquetebol, há um pacote chamado “Follow my Team” que te coloca seguindo seu time durante as diferentes fases da competição (neste caso, primeira fase e finais). Na primeira fase os ingressos variam de 20 a 115 libras. Já nas fases finais o preço varia de 45 a 425 libras (esta para o jogo final). Na compra dos ingressos você tem que calcular ainda uma taxa de administração de 20%.

As modalidades mais difíceis para se conseguir ingressos são Atletismo, Natação, Ginástica e os jogos finais das coletivas, além das Cerimônias de Abertura e Encerramento.

Com um pouco de sorte e muita paciência você conseguirá algum ingresso na porta dos ginásios. No caso do basquetebol, isto é praticamente impossível quando joga o time da casa ou os Estados Unidos.

Os ingressos do basquetebol são para dois jogos. Na primeira fase serão dois jogos pela manhã, dois à tarde e dois à noite. Saiba tudo sobre o basquetebol olímpico no site www.london2012.fiba.com .

Os ingressos devem ser retirados pessoalmente na agência da Tamoyo no Rio ou na loja em Londres, mediante a apresentação do comprovante do pagamento e de um documento de identidade.

 Passagens

Várias empresas aéreas fazem voos para Londres saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro. Quanto mais próximo do evento, mais difícil conseguir reservas. A volta também é complicada, pois algumas delegações começam a retornar seus atletas após terem competido.

A consulta a uma boa agência de viagens pode te ajudar a resolver esta questão, pois elas têm bloqueios de assentos especialmente reservados para essas datas.

Para que tenham uma ideia das dificuldades em reservar vôos, eu mesmo fiz minha reserva no dia 24 de abril e tive dificuldades para a volta, conseguindo somente um vôo com escala em Frankfurt. A ida será direta de São Paulo a Londres. A reserva foi feita para um vôo da TAM no valor de U$ 1.429,00 mais as taxas que são cobradas separadamente e calculadas em reais (Embarque: R$ 434,00 e RAV: R$ 188,00).

Geralmente o valor da passagem pode ser dividido no cartão (no caso em até 5 vezes), sendo que na primeira parcela incidem também os valores dessas taxas.

 Seguro de viagem

É importante que viajar com a cobertura de um seguro saúde. Há muitas opções no mercado. As agências de viagens fazem as cotações e procuram pelos melhores preços. O seguro também pode ser feito pelos sites das seguradoras.  Um seguro básico (mas que oferece serviços e benefícios fundamentais) custa em torno de U$ 75,00 – 80,00.

 Acomodações

Este foi um dos grandes problemas encontrados para a viagem para Londres. A cidade já estava com a maioria das acomodações reservadas e, especialmente, aquelas mais próximas do centro ofereciam preços exorbitantes (diárias entre 180,00 a 300,00 libras. Para se ter uma ideia, a libra nesta data do post está cotada a aproximadamente R$ 3,45).

Uma grande alternativa foi a de alugar um quarto em casa de família em bairros mais afastados do centro, o que não chega a ser problema, pois o sistema de metrô de Londres é fantástico.

Através do site www.airbnb.com tive a oportunidade de conhecer este sistema e reservar um quarto em casa de uma família a 85,00 libras a diária, incluindo café da manhã e wi-fi na casa.

Este site, que atende viajantes em todo o mundo, te coloca em contato com pessoas que têm a intenção de alugar um cômodo em suas casas. Você se cadastra, coloca um perfil e foto e o local para onde quer viajar e o período. A partir do seu perfil eles te indicam as pessoas e você faz contato via email com elas e aguarda as respostas, aprovando ou não sua estada. Eu recebi cinco respostas e acabei fechando com um casal de aposentados (assim como eu) que se mostrou muito receptivo.

Após essa troca de informações, o locador aciona a empresa (airbnb) aprovando a transação e você recebe todas as instruções para o pagamento. Tudo é feito de forma muito clara e honesta. Você recebe todos os comprovantes e explicações necessárias. O único inconveniente é que o pagamento é feito “cash” através do cartão. Não há parcelamento.

 Com essas coisas fundamentais definidas é hora de começar a fazer o check-list e preparar a viagem.

 Documentos

Qualquer vacilo neste ponto colocará sua viagem em risco.

O passaporte é fundamental. Não se esqueça de verificar sua validade (isto é óbvio, mas é tão óbvio que às vezes você esquece que ele venceu).

Para o Reino Unido os brasileiros não precisam de visto e nem de vacinas. Isto já é um alívio, pois nos poupa de grandes aborrecimentos e filas.

Para aqueles que pretendem alugar carros, verifiquem se nosso documento de habilitação é válido em terras da Rainha.

Leve todos os comprovantes que tiver sobre o que foi adquirido para a viagem: ingressos, acomodação, tickets de deslocamentos internos (se for viajar internamente e comprou os tickets no Brasil).

E não esqueça o seu E-Ticket para poder embarcar tranquilamente.

 Dinheiro

Esse talvez seja o maior problema para a maioria dos brasileiros que irão aos Jogos. A Libra Inglesa é talvez o dinheiro mais caro para nós. No momento em que escrevo este blog e o divulgo a moeda inglesa deve estar sendo cotada a, aproximadamente, R$ 3,45.

A quantia a ser levada é muito pessoal. É difícil se fazer uma estimativa de gastos, pois cada pessoa tem diferentes objetivos e gostos. Mas deve-se pensar minimamente nos gastos diários com alimentação, transporte (alguns ingressos darão direito a um passe para uso do transporte coletivo em Londres), gastos com compras (difícil ir aos Jogos Olímpicos e não trazer pelo menos, magnéticos, pins e algumas camisetas), passeios (em Londres, muitos museus são gratuitos e há tours guiados pela cidade – a pé – cujo custo é a gorjeta que você dará ao guia ao final do tour, http://www.newlondon-tours.com/daily-tours/royal-london-free-tour.html).

Uma boa alternativa para o dinheiro é a aquisição do cartão “travel money”. Nele você recarrega com reais (através de depósito na conta da agência de câmbio que te forneceu o cartão) a quantia que quiser e pode pagar suas contas ou sacar dinheiro em libras. Uma agência de câmbio que faz este serviço e que eu utilizei é a Confidence (www.confidencecambio.com.br). Para fazer o cartão eles exigem um depósito inicial de 100 libras e mais R$ 12,00 pela confecção do cartão.

Mas não esqueça de levar libras em espécie, pois sempre haverá gastos em sua chegada ou mesmo na estadia que serão mais fáceis de pagar em moeda corrente.

 Equipamentos

Todo bom turista não pode prescindir de uma boa câmera fotográfica ou de vídeo. Não esqueça das baterias ou pilhas (inclusive um jogo extra), os carregadores e um cartão de memória extra para que você não economize nas fotos..

O celular também deve estar ok. Verifique se o seu pacote permite ligações internacionais e não esqueça do carregador.

Se for levar o notebook ou tablet cheque os programas, Skype, msn e é claro, a fonte para recarregar a bateria.

 Lembranças

Se você vai ficar na casa de alguém (como é o meu caso) não se esqueça de levar algumas lembranças. Através dos e-mails que troquei com meus “hosts” Júlia e Ian descobri que ele é fã do Tom Jobim. Então já providenciei um bom cd do nosso principal compositor. Uma boa dica para lembranças legais e baratas é o quiosque da cidade de São Paulo que tem no Center 3, na Avenida Paulista (é claro para quem mora na cidade). Lá você encontra muita coisa para presentear. Uma visita a uma boa livraria também resolve o problema. Um livro com fotos do Brasil é um presente muito simpático.

 Sites úteis

 Sistema ferroviário inglês: www.nationalrail.co.uk  ou www.rail.co.uk

Sistema de metrô em Londres: http://www.tfl.gov.uk

 Bem, essas são algumas dicas de planejamento de viagem. Aproveitem, mesmo que não seja para agora.

E para aqueles que estarão em Londres, boa viagem e aproveitem. Talvez nos encontremos nos eventos esportivos (principalmente no Basquetebol) ou em algum passeio.

Jogos Olímpicos · Opinião do autor · Todos os posts · Turismo e Curiosidades

Londres 2012 – aí vamos nós!

Amigos do Basquetebol

Estamos nos aproximando do maior evento esportivo do planeta. Todas as atenções estarão, a partir de 27 de julho, voltadas para Londres.

E a partir de agora o “Viva o Basquetebol” também estará atento ao que acontecerá nos Jogos Olímpicos de Londres. E é claro com especial ao Basquetebol.

Os posts que serão veiculados a partir desta data abordarão diferentes aspectos desta magnífica competição, tentando levar a vocês informações sobre os jogos, a participação do Brasil, turismo e curiosidades.

A partir do dia 28 de julho até 4 de agosto estarei ao vivo na capital inglesa acompanhando de perto o basquetebol. Assistirei ao vivo alguns jogos do masculino: Brasil x Austrália, Nigéria x Tunísia, Brasil x Grã Bretanha, Lituânia x Nigéria, Brasil x Rússia, Argentina x Tunísia, França x Lituânia e Austrália x China. Quem sabe algum jogo do feminino (se conseguir os ingressos).

Também vou acompanhar outras atividades dos Jogos Olímpicos como programas culturais e turísticos.

E no meio de todo esse esporte ainda vou dar um pulinho a Liverpool para conhecer a terra dos Beatles.

Espero poder passar a vocês um pouco dessa experiência, torcendo muito para que nossas equipes façam o melhor e nos represente dignamente.

Aguardo a visita de todos.

Londres aqui vamos nós!!!